A alteração da proporção de gases da atmosfera no interior de estufas agrícolas.
Venho fazendo experimentos desde 1998, em pequenos

túneis, com 2,3 até 4,8 m³. Os resultados até agora são muito animadores. Já posso controlar a precocidade ou retardamento do crescimento. Por exemplo, já consegui manter alguns tomateiros durante 330 dias (11 meses) sem produzir frutos e com pouco desenvolvimento das plantas, e sem enfermidade alguma. Depois a atmosfera foi modificada e estes logo floresceram e produziram frutos normais, saborosos. Passados 28 dias, depois desta primeira colheita, retornei a formulação de gases da atmosfera anterior. Elas voltaram a quase letargia. Então 59 dias depois, troquei a composição da atmosfera do micro-tunel para a segunda formulação, eles voltaram a produzir. Para resumir, é como um “dimmer”, que alem de “apagar” ou “acender” as plantas, pode reduzir ou aumentar o espaçamento das colheitas para adequar-las a demanda do mercado. Os gases são os mesmos encontrados no ar que respiramos, na nossa atmosfera: - Nitrogênio 78,09% , Oxigênio 20,95% , Argônio 0,93% , Dióxido de carbono 0,03>4, mais traços de Neônio, Hélio, Metano, Kriptônio, Hidrogênio, Xenônio, Ozônio e, ainda contem água e partículas de poeira e várias formas poluentes. Podemos concluir que com tantos elementos, existem milhares de possibilidades para combinações. Já desenvolvi 63 protótipos – Estufas em escalas reduzidas, reproduzindo diferentes proporções de gases sem controlar as temperaturas – Os resultados surpreendem cada vez mais. Entretanto as variações que podem ser feitas entre as proporções dos gases e as variedades de vegetais deixam um caminho a seguir tão longo quanto o “projeto genoma” e, até maior, pois os ciclos de vida dos vegetais são em sua maioria muito mais curtos que o humano. Para se ter uma idéia, no espaço de 10 anos, se comparados a alface, podemos observar mais de 120 gerações desta planta adaptando-as a sua atmosfera original com uma atmosfera. Não há alteração genética, pois durante os períodos reprodutivos, as plantas estão expostas a sua atmosfera original, a nossa atmosfera. Seria o mesmo afirmar que os filhos e netos dos astronautas vão sofrer mutações genéticas porque seu ancestral viveu um período em uma plataforma espacial. Até mesmo, se alguma opinião sugerir que devemos esperar nascerem os bisnetos dos astronautas para resolver questões sobre biosegurança vegetal, então as alfaces e outros vegetais haverão soado o alarma.
O objetivo principal, ou a meta, se preferir, é criar um sistema para produção de alimentos que literalmente isole os vegetais do meio ambiente por determinados períodos de tempo e, integrado à outro sistema que sintetize direta e indiretamente energia e proteínas para suprir todas as demandas da produção completamente limpa de alimentos. Relembro que este sistema de geração de energia e nutrientes já está desenvolvido e pode ser construído em 2 ou 3 meses. Todavia, a “Atmosfera Modificada” está engatinhando. Estou certo que é bem próximo o dia em que não precisaremos mais de nenhum tipo de agrotóxico e nem fórmulas orgânicas para controlar as pragas que infestam os ambientes agrícolas protegidos, usando para este fim, somente a alteração das proporções dos mesmos gases que compõem nossa atmosfera. Não serão queimados e não sofrerão nenhum tipo de transformação alem de sua separação, aplicação e retorno ao meio ambiente. Também não sofrerão interferências durante seus períodos de reprodução, portanto não deverão sofrer mutações genéticas alem das provocadas pelo ambiente em que vivemos todos. A Atmosfera Modificada pode se tornar em um MDL novo, capaz de gerar 3 vezes mais créditos de carbono se integrado aos MDLs atuais. E, toda energia e proteína é originada de estercos bovinos e suínos, valendo a pena lembrar que o esterco suíno dependendo do manejo, pode conter entre 20% até 35% de proteína que o animal não absorveu
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