segunda-feira, 1 de setembro de 2008

BARATO E AVANÇADO, CABE NUMA MALA

Biodigestor K ZERO MOB5
Minha promessa, feita em 1998, quando apresentei o projeto Horta Gaúcha para a Comissão de Agricultura da Assembléia Legislativa do Rio grande do Sul, de apresentar avanços tecnológicos simples e baratos para o pequeno agricultor, sempre comprometido com a segurança da agricultura sustentável – (veja
http://www.horta-gaucha.net63.net/ e http://www.al.rs.gov.br/anais/49/Comissões/capc/1998/980430.htm) – sempre mantive o foco nos vetores de enfermidades, no reuso da água e nos gases, tanto os emissores de GEE (GHG) como nas mutações em estufas e túneis herméticos.
O Projeto Horta Gaucha teve sua implantação iniciada no final do governo Brito – PMDB e cancelada imediatamente após o Olívio Dutra – PT assumir o poder em 1999. Até aí nada de mais para os padrões das latitudes tupiniquins, pois a montadora Ford foi embora para a Bahia e eu emigrei, fui para o Uruguai. Muitos agricultores e até cooperativas que se engajaram no Projeto HG desistiram. E outros mais arrojados tentaram a implantação, mas sem assistência técnica e as somadas as adaptações que fizeram descaracterizar o Projeto e os levaram ao conseqüente fracasso. Esqueceram-se da confiabilidade, da qualidade e dos sistemas avançados de logística que sem duvida eram, e ainda são, o tripé de sustentação do sucesso. Esqueceram-se também de adaptar suas cooperativas a modelos sistêmicos cuidadosamente planejados.
É oportuno lembrar que o ultimo slide da apresentação do projeto Horta Gaucha, escrevi os riscos que envolviam a empreitada, eram: Atos divinos, ações militares e políticas. Bem, não houve uma guerra e nem D’us atrapalhou, mas os políticos conseguem fazer guerras sem D’us e sem exércitos, e com poder mais destrutivo que estes dois. Eles conseguem acabar com os sonhos humanos. Pois bem, aqui vamos nós outra vez: - Minha mãe dizia-me para jamais confiar em estranhos, e meu avô completava dizendo que não existe nada mais estranho do que um político.
Always breaking new ground
Hoje, sigo com o compromisso de pesquisar e criar mecanismos e ferramentas simples e baratas e com alta bagagem tecnológica, entretanto acessível a pequenos agricultores minimamente instruídos.
O que agora apresento é uma geração completamente nova de biodigestores mais eficientes e acessíveis ao pequeno agricultor. Cabem no porta-malas do menor carro nacional e processam 5 m³ de dejetos animais a cada 15>20 dias, com perda de calor muito baixa, mantendo estáveis nas 3 etapas até o final da metanogênese. Podem ser interligados para aumentar o volume processado e conseqüente produção de biofertilizante e energia. A energia gerada é muito maior do que em outros sistemas de biodigestão, pois aproveita a energia térmica via indução durante quase toda a glicólise. Portanto esta energia que geralmente não é aproveitada pode ser usada para complementar o aquecimento de estufas, pocilgas, maternidades e, com alguns acessórios, até mesmo residências. E pasmem. O preço para o agricultor será menor que 400 Reais, considerando-se que o custo está em ± 280 Reais, mais os impostos (?) e a margem de lucro do distribuidor/revendedor chegaremos próximos aos 400 Reais cada unidade de 5 m³.

Os benefícios que este MDL pode trazer são inquestionáveis, vejamos abaixo:
· Acessível e compatível com as necessidades da pequena propriedade;
· Fácil de operar e com manejo muito simplificado;
· Inclui ferramentas específicas para manutenção do biodigestor como “pig”; parches de reparo;
· Considerando-se que somente o rebanho suíno brasileiro ultrapasse os 38 milhões de cabeças e que mais de 60% estão nas pequenas propriedades, se 20% deste universo tivesse os dejetos tratados neste MDL teríamos uma produção de energia equivalente (em BTUs) a uma usina Itaipú sem o Paraguai como sócio.
· Se empregar 2 ou mais biodigestores – aprox. R$800,00, de investimento, poderá manter um pequeno motor a combustão interna gerando eletricidade às 24 horas, o ano inteiro e aquecendo a água da casa, alem de um fogão que empregarão diretamente o biogás.
· Com uma cooperativa, bem organizada, é possível monitorar as emissões capturadas e transformadas em Créditos de Redução de Gases Efeito Estufa(CERs) e vendidos. É bem verdade que estas certificações são um processo caro e de certa forma demorados. Mas a dinâmica deste mercado de CERs é muito intensa. Já tenho entendimentos com um grande banco japonês e 2 empresas internacionais que atuam no mercado brasileiro visando o credenciamento e monitoração de cooperativas que poderão agilizar estes processos levam a escalas importantes e viabilizando esta fonte adicional de renda para os pequenos criadores/agricultores, mesmo sem o lucro adicional dos CERs, a humanidade e a vida agradecem.

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